Neste natal eu gostaria de armar uma árvore e nela pendurar, em vez de bolas, os nomes de todos os meus amigos.
Os amigos de longe e os de perto. Os antigos e os mais recentes. Os que vejo a cada dia e os que raramente encontro. Todos os amigos que já passaram pela minha vida, a quem muito devo.
Uma árvore de raízes muito profundas para que seus nomes nunca sejam arrancados do meu coração. De ramos muito extensos para que novos nomes sejam bem-vindos. De sombra muito agradável para que nossa amizade seja um momento de repouso nas lutas da vida.
Que o natal esteja vivo em cada dia do ano que se inicia para que possamos junto viver a amizade!
Durante muitos anos ela foi preocupada com a vida olhada por outro ângulo.
Permeada de pequenos momentos de alegria, sempre foi desacreditada. Tinha somente a opção de ser companhia e nunca ter companhia; vivia em função da escolha de todos, menos de si própria.
Tinha sonhos; muitos sonhos. E a vida fez com que esquecesse muitos.
Mas, por esses acasos, que sequer naquilo que muitos chamam de destino pode-se dar crédito, resolveu mudar. Incentivada por um.
Mudou para pensar em si mesma, ou somente pensar, ainda que desacostumada pelas andanças do passado.
Hoje, seus pensamentos viraram conquistas.
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Alguns sabem o que é isso.
É o instante em que nada pode dar errado, em que o universo conspira a favor, que os anjos tocam sinos ou – chamem como quiser – é o “momento mágico” em que o esforço de uma vida floresce em vitória.
Não foi um milagre, mas dedicação.
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Uma lágrima, de reconhecimento, de um orgulho que explode às palavras.